Planejamento de viagem – Parte 6: Diferenças de costumes


Existem muitas diferenças de costumes entre Brasil e Itália, como acontece com qualquer outra nação.  Engana-se quem pensa que os italianos são parecedíssimos conosco e por isso, acho importante  explicar algumas coisas para evitar mal-entendidos e constrangimentos.

Primeiro de tudo, os italianos são afáveis sim, mas não espere encontrar o mesmo calor humano do brasileiro – isso é exclusividade nossa. Alí a formalidade é muito maior e tornar-se amigo de uma pessoa é infinitamente mais complicado do que aqui.

Depois de dez minutos conversando com alguém já o consideramos amigos, entre eles isso é impensável. As pessoas não falam tanto, são muito mais objetivas e dificilmente vão manter conversação com você por muito tempo, não se preocupe, não é nada além de uma questão cultural.

A objetividade entre eles é tanta que para os nossos padrões poderão ser interpretados como grosseria. Relaxe, não é assim, procure ser objetivo e direto e não se iniba, apenas dance conforme a música. Sustente o mesmo tom e forma de tratamento usados por eles, não procure ser ultra simpático, educado ou sorridente se a recíproca não for verdadeira.

Questão que considero de suma importância: ao comprar frutas, sobretudo em pequenos negócios, nem pense em tocá-las, você será surpreendido de forma nada agradável. Eles  detestam gente mexendo na mercadoria como é comum entre nós.

Diga o que quer ao atendente e ele separa para você. Certa vez, viajando com minha mãe, ela como boa brasileira foi tentar escolher as cerejas e a dona da loja ficou furiosa. Lado bom disso: numa caixa de frutas dificilmente vai acontecer de encontrar as frutas ruins escondidas por baixo das bonitas.

Em lanchonetes e cafés, quase sempre você primeiro compra a “ficha” no caixa, ou melhor, tira a notinha, para depois fazer o seu pedido.

Para nós, brasileiros, beber pode ser uma atividade em si. Vivemos saindo para tomar uma cerveja – os italianos bebem sim, mas normalmente fazem isso para acompanhar uma refeição. Claro que isso não é regra, mas dificilmente você será convidado para tomar uma cerveja ou uma garrafa de vinho sem que isso esteja atrelado a uma outra atividade principal, como um jantar, por exemplo.

À mulherada ansiosa por fazer compras nas maravilhosas lojas de grifes italianas, atenção a um detalhe: quer ser bem atendida? Vá bem vestida. Diferente do Brasil que podemos entrar de chinelinho em (quase!) qualquer loja, ali quanto mais bem arrumada estiver, melhor será o seu atendimento.

Ainda em relação as mulheres, não se assustem, dificimente verá uma italiana na rua de cara lavada, ainda que ela tenha 15 anos. Se gosta de maquiagem, aproveite! Ali não só é o paraíso para comprá-las, como para desfilar sem medo e testar todas as novidades com as quais acabou de se presentear.

Outra diferença que acho que o Brasil poderia muito bem adotar: as greves não acontecem de surpresa, embora aconteçam com uma certa frequência. As pessoas são avisadas com antecedência e as paralisações tem tempo pré-determinado.

Para finalizar, cito uma conclusão da Barbara Bueno, do blog Brasil na Italia que achei muito boa, embora não possa ser intepretada como uma generalização, mas como uma forma resumida para te dar uma direção das diferenças culturais: “Os brasileiros são emotivos, os italianos críticos”. É mais ou menos por aí! Os dois povos são maravilhosos com suas particularidades!


In italiano: Pianificando il viaggio – Parte 6: Differenze di abitudine

Ci sono molte differenze di abitudine tra Italia e Brasile, come succede con ogni nazione. Chi pensa che gli italiani si somiglino tanissimo a noi brasiliani, si sbaglia e quindi mi sembra importante spiegare alcune cose per evitare malintesi e imbarazzi.

Anzi tutto, è certo che gli italiani sono amichevoli, ma non aspettati di trovare lo stesso calore del Brasile – che è un’esclusività nostra. Lì, la formalità è molto più grande e diventare amici di una persona è infinitamente più difficile di quanto qui.

Dopo dieci minuti a parlare con qualcuno già lo consideriamo amico, tra loro, questo è impensabile. La gente non parla tanto, sono molto più oggettivi e difficilmente manterranno la conversazione con te per molto tempo, non ti devi preoccupare, è soltanto una questione culturale.

L’obbiettività tra loro è così tanta, riguardo alla nostra che può essere interpretata come maleducazione. Non c’è niente, cerca di essere obiettivo e diretto e non t’inibisci – “balla d’accordo con la musica”. Mantieni lo stesso tono e forma di trattamento usato da loro, non cercare di essere ultra
cordiale, gentile e sorridente caso la reciproca non sia vera.

Una questione che ritengo importantissima: per l’acquisto di frutta, in particolare in piccoli negozi, neanche pensi in toccare la merce, sarai sorpreso in brutto modo. Loro non sopportano che nessuno lo faccia com’è comune tra noi.

Dire quello che vuoi loro e separano per te. Una volta, in viaggio con la mia madre, lei come una buona brasiliana stava cercando di raccogliere le ciliegie e la proprietaria del negozio era furiosa. Il buono in Italia: in una scatola di frutta sarà improbabile trovare i frutti cattivi nascosti sotto i belli.

Nei ristoranti e nei caffè, di solito prima si paga per lo scontrino e poi fai la richiesta.

Per noi brasiliani, bere può essere un’attività di per sé. Tante volte usciamo insieme soltanto per farci una birra – gli italiani bevono sì, ma di solito lo fanno per accompagnare un pasto. Naturalmente questa non è una regola, ma è improbabile che sia invitato per una birra o una bottiglia di vino senza che sia collegato a un’altra attività principale, come la cena, per esempio.

Le donne desiderose di shopping, attente a un dettaglio: vuole essere ben trattata? Va ben vestita. A differenza di Brasile, che possiamo andare in qualsiasi negozio portando le Havaianas, lì è meglio che ci vada ben curata.

Anche per le donne: non si sorprendi, difficilmente vedrai un’italiana per la strada con la faccia nuda, nonostante i suoi 15 anni. Se ti piace trucco, divertiti! L’Italia non è soltanto un paradiso per il loro l’acquisto, come per sfilare senza paura e provare tutte le belle novità con cui si è appena regalato.

Un’altra differenza che penso che il Brasile potrebbe pure adottare: scioperi non ti prendono di sorpresa, anche se succedono con una certa frequenza. Le persone sono avvertite in anticipo e la paralizzazione c’è tempo predefinito.

Per finire, cito una conclusione di Barbara Bueno, del blog “Brasil na Italia” che mi è sembrata molto buona, anche se non può essere interpretata come una generalizzazione, ma come una forma breve per dare una direzione delle differenze culturali: “I brasiliani sono emotivi, gli italiani critici”. È più o meno così! I due popoli sono meravigliosi con le sue particolarità!





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